Descrição
A Basílica de São Marcos é a catedral de Veneza e o seu monumento mais famoso: uma igreja bizantina de cinco cúpulas que fecha a Praça São Marcos, encostada ao Palácio Ducal. Por fora, uma confusão de mármores e colunas; por dentro, uma caverna de ouro.
Segundo a tradição, o corpo do evangelista chegou de Alexandria, no Egito, por volta de 828: dois mercadores venezianos o teriam escondido sob uma carga de carne de porco, que os guardas muçulmanos não queriam tocar. Para as relíquias, Veneza construiu uma igreja ao lado do palácio do doge.
A de hoje é a terceira. O modelo foi a igreja dos Santos Apóstolos de Constantinopla: planta em cruz grega e cinco cúpulas. As paredes são finas, para não pesar sobre o terreno instável da laguna.
Na fachada, os quatro cavalos de bronze acima do portal central fazem parte do butim da Quarta Cruzada, como muitas colunas e mármores coloridos. Os originais estão hoje abrigados no museu da basílica. No terraço ficam as cópias.
Entre os mosaicos das lunetas, o que fica acima do portal de Sant'Alipio, à esquerda, é o único que sobrou do século XIII: mostra o corpo do santo entrando na igreja, com a basílica como era então.
Lá dentro, cúpulas, abóbadas e paredes altas estão cobertas de mosaicos de fundo dourado, refeitos e retocados ao longo de oito séculos. Alguns seguem desenhos de Ticiano, Tintoretto e Paolo Uccello. O piso ondula com mármores embutidos de animais e figuras geométricas, em parte do século XII.
No altar-mor, sob o qual repousa o santo, fica a Pala d'Oro, um frontal de esmaltes bizantinos sobre prata dourada encomendado a Constantinopla em 1102. Diante do presbitério, uma divisória gótica de 1394 sustenta um grande Crucifixo e os Doze Apóstolos.
Na nave direita, um ciclo do século XIII conta o roubo do santo, e entre as inscrições aparece até a palavra árabe “kanzir”, porco.
São Marcos foi a igreja do doge até a queda da República. Só se tornou catedral em 1807, por decreto napoleônico: antes disso, a catedral era San Pietro di Castello.
Sob o altar-mor, desde 1835, repousam as relíquias do santo, antes guardadas na cripta. O cibório que o cobre se apoia em quatro colunas esculpidas com cenas da vida de Cristo e da Virgem. Até a planta serve à cerimônia: o eixo longitudinal é um pouco mais longo que os outros, para dar passagem às procissões de Estado.
No canto do Tesouro, junto à Porta della Carta do Palácio Ducal, está embutido o grupo dos Tetrarcas: quatro imperadores romanos abraçados, esculpidos em pórfiro vermelho, outro butim de Constantinopla.
Não perca
• Os cavalos de São Marcos.
• A Pala d'Oro.
• Os mosaicos do roubo do santo.
• O piso embutido.
Você sabia?
• Os quatro cavalos são a única quadriga da Antiguidade clássica que chegou até nós.
• As altas cúpulas externas são calotas de madeira revestidas de chumbo, construídas sobre as cúpulas verdadeiras, mais baixas.
Segundo a tradição, o corpo do evangelista chegou de Alexandria, no Egito, por volta de 828: dois mercadores venezianos o teriam escondido sob uma carga de carne de porco, que os guardas muçulmanos não queriam tocar. Para as relíquias, Veneza construiu uma igreja ao lado do palácio do doge.
A de hoje é a terceira. O modelo foi a igreja dos Santos Apóstolos de Constantinopla: planta em cruz grega e cinco cúpulas. As paredes são finas, para não pesar sobre o terreno instável da laguna.
Na fachada, os quatro cavalos de bronze acima do portal central fazem parte do butim da Quarta Cruzada, como muitas colunas e mármores coloridos. Os originais estão hoje abrigados no museu da basílica. No terraço ficam as cópias.
Entre os mosaicos das lunetas, o que fica acima do portal de Sant'Alipio, à esquerda, é o único que sobrou do século XIII: mostra o corpo do santo entrando na igreja, com a basílica como era então.
Lá dentro, cúpulas, abóbadas e paredes altas estão cobertas de mosaicos de fundo dourado, refeitos e retocados ao longo de oito séculos. Alguns seguem desenhos de Ticiano, Tintoretto e Paolo Uccello. O piso ondula com mármores embutidos de animais e figuras geométricas, em parte do século XII.
No altar-mor, sob o qual repousa o santo, fica a Pala d'Oro, um frontal de esmaltes bizantinos sobre prata dourada encomendado a Constantinopla em 1102. Diante do presbitério, uma divisória gótica de 1394 sustenta um grande Crucifixo e os Doze Apóstolos.
Na nave direita, um ciclo do século XIII conta o roubo do santo, e entre as inscrições aparece até a palavra árabe “kanzir”, porco.
São Marcos foi a igreja do doge até a queda da República. Só se tornou catedral em 1807, por decreto napoleônico: antes disso, a catedral era San Pietro di Castello.
Sob o altar-mor, desde 1835, repousam as relíquias do santo, antes guardadas na cripta. O cibório que o cobre se apoia em quatro colunas esculpidas com cenas da vida de Cristo e da Virgem. Até a planta serve à cerimônia: o eixo longitudinal é um pouco mais longo que os outros, para dar passagem às procissões de Estado.
No canto do Tesouro, junto à Porta della Carta do Palácio Ducal, está embutido o grupo dos Tetrarcas: quatro imperadores romanos abraçados, esculpidos em pórfiro vermelho, outro butim de Constantinopla.
Não perca
• Os cavalos de São Marcos.
• A Pala d'Oro.
• Os mosaicos do roubo do santo.
• O piso embutido.
Você sabia?
• Os quatro cavalos são a única quadriga da Antiguidade clássica que chegou até nós.
• As altas cúpulas externas são calotas de madeira revestidas de chumbo, construídas sobre as cúpulas verdadeiras, mais baixas.